É por isso que este blog tem o subtítulo: “All of this has happened before, and it will all happen again”. Tudo isso já aconteceu e acontecerá novamente. Não tem mais que 16 anos que a Internet no Brasil tornou-se popular. Desde o primeiro serviço de webmail gratuito ZipMail em 1998 (criei meu primeiro email nessa época também) até a maldição do Facebook, eventos sociais marcados através Internet sempre ocorreram.

No início Internet no Brasil, o auge das redes sociais (termo não utilizado na época) era o IRC, ou mIRC para alguns e o ICQ. No Brasil existiam praticamente dois provedores ou servidores de IRC que uniam os Internautas: BrasNET e BrasIRC (ambas falecidas).

No contexto mais regional, isto é, Manaus/Amazonas, a BrasNet tinha mais usuários que a BrasIRC. No canal #Manaus tinham picos de 300 a 500 usuários simultâneos. Era uma loucura ler tanto posts ao mesmo tempo, e o pior, ficava muito puto quando outros usuários usavam cores para postar um comentário na sala. Acessar o canal #Brasil era impossível. Quem usava cliente em modo texto pra Linux como BitchX sabe o que estou falando.

De maneira geral, através do IRC marcávamos várias festas, IRChurras e IRContros. Se você buscar no YouTube verá que os rolezinhos já aconteciam há muito tempo. Não tem nada de novo nisso. No entanto, analisando com um pouco a mais de critério. Na época, quem tinha um computador + modem e podia pagar horas de ligação telefônica (conexão Internet discada) eram famílias que tinham um pouco mais de recurso financeiro (Agradeço aos meus amigos Uilly Neves e Denis Rodrigues, por deixarem usar o computador e o telefone de vocês). Hoje a computação e o acesso à Internet está mais barato, ou seja, você pode acessar a Internet por 50 centavos por dia.

Certa vez fui a um IRContro dos canais #manaus e #amazonas no Shopping Amazonas. Chegando lá éramos mais de 100 pessoas e nunca fomos presos, ou impedidos de entrar no shopping (era adolescente na época). Então a pergunta surge: se tínhamos eventos desde tipo há mais de 10 anos nos Shoppings das capitais, porque estamos vendo esse tipo de discriminação com esses “Jovens Facebook”?

É importante frisar que nunca fizemos nenhum tipo de baderna extravagante (sim, adolescente faz baderna e sempre fará) ou cometemos qualquer furto. No entanto, não podemos atribuir  um rótulo de marginal ou ladrão a jovens que vem da periferia  ou porque não seguem um “padrão”  imposto por uma sociedade ou possuem uma cor de pele diferente. Isso é ridículo.

Se quisermos um país democrático e com direitos iguais a todos é importante que olhemos o nosso passado. Qualquer intenção em defender esse tipo de intervenção dizendo que é perigoso um monte de gente no shopping é a mais pura mentira. Oras, e nos dias das mães, dias das crianças? Os shoppings estão até o tucupi (lotados) de gente.

Na minha visão é que o Brasil nunca respeitou as classes sociais menos favorecidas. E o pior,  o que falta no brasil são políticas FEDERATIVAS, por isso os Governantes preferem dar o peixe ao invés de ensinar a pescar.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.